quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Kiss Me (tradução)

Sixpence None The Richer


Beije-Me

Beije-me longe da moita de cevada
Todas as noites junto à verde, verde grama
Balance, balance, balance o degrau giratório
Use aqueles sapatos e eu usarei aquele vestido

Beije-me sob o crepúsculo leitoso
Leve-me para fora, no solo enluarado
Levante sua mão aberta
Toque uma música e faça os vagalumes dançarem
A lua prateada está cintilante

Então, beije-me

Beije-me ao lado da casinha na árvore quebrada
Balance-me alto no seu pneu pendurado
Traga, traga, traga seu chapéu florido
Nós tomaremos o caminho marcado no mapa do seu pai

Beije-me sob o crepúsculo leitoso
Leve-me para fora, no solo enluarado
Levante sua mão aberta
Toque uma música e faça os vagalumes dançarem
A lua prateada está cintilante

Então, beije-me

Beije-me sob o crepúsculo leitoso
Leve-me para fora, no solo enluarado
Levante sua mão aberta
dance Acione a banda de
dançar e faça os vagalumes dançarem
A lua prateada está cintilante

Então, beije-me

Então, beije-me


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008


Grrrrrrrrrrrr...

Que raiva que eu estou sentindo correr em minhas veias!
É ódio líquido, ódio misturado com sangue: veneno.
Se tem uma coisa que eu não admito e não suporto, é alguém me acusando de algo que eu não fiz, algo que eu não sou responsável.
Odeio que joguem a culpa em mim, e pior ainda: Odeio quando a pessoa faz isso usando palavras de baixo escalão, seja lá qual for o seu pseudo-motivo.
Acho que a educação e o respeito devem vir em primeiro lugar, seguindo esses princípios, com certeza o resto se desenrolará como um novelo de lã.
A conversa é a base de tudo, se duas ou mais pessoas souberem conversar, certamente resolverão tudo que está pendente.
E é exatamente aí que a pessoa que me tirou do sério hoje pisou em falso.
Exatamente.
Nunca deve-se acusar alguém sem as devidas provas, eu sei que no geral, todos nós fazemos isso, mas para ligar na minha casa, me acusar, me intimar, me ameaçar, me xingar e me fazer perder as estribeiras, tem que ter no mínimo um pouco de razão, coragem e motivo.

E foi assim que, pela segunda vez, um cliente me tira do sério.

Se tem algo que eu sou, é extremamente profissional. Converso com os meus clientes e tento resolver tudo da melhor maneira possível, para que ambos os lados se entendam e não se sintam prejudicados.
Eis que temos a "classificação de clientes", e essa meus caros amigos, é do tipo "Folgada-Ignorante".
Aquela que abusa da sua boa vontade, acha que é única e exclusiva, que tem privilégios, que pode encomendar as coisas do dia para a noite, e temos a obrigação de estar em dia com ela, mesmo que isso signifique passar o pedido dela na frente de centenas de pessoas.
Ela tem o telefone da sua casa, o seu celular, te liga na hora em que voce está assistindo um belo filme no teu dia de folga, e pra que?
PRA ME IRRITAR AO EXTREMO.

Obs: esse texto tinha ficado enorme, porque depositei nele toda a minha ira, e claro, descrevi nos mínimos detalhes (entenda isso por tons de voz, diálogos, sentimentos e etc) tudo o que aconteceu entre fatos e suposições.
Apenas achei que não seria interessante postar o restante aqui, ninguém tem nada a ver com o ódio que está me corroendo por dentro.




Bom, tudo vai se acalmar, eu sei.
Mas nunca vou esquecer da cara repugnante daquela mulher, e muito menos das palavras das quais fui alvo. Nunca.




sábado, 9 de fevereiro de 2008


Thirty-three (tradução)

Smashing Pumpkins

Composição: Indisponível

Fale comigo em uma linguagem que eu possa entender
Alegre-me antes que eu tenha que ir
Imerso em pensamentos eu perdôo qualquer um
Enquanto as tortuosas ruas cumprimentam-me novamente
Eu sei que eu não posso me atrasar, o jantar está esperando na
mesa
O amanhã é apenas uma desculpa qualquer
Então eu arrumo a minha gola e enfrento o frio sozinho
A terra zomba de mim debaixo de meus pesados pés
Na blasfêmia do meu andar estridente
A torre me guia para o meu amor e para minha casa
O sol nasce e morre novamente
Eu sei que conseguirei, o amor pode durar para sempre
Graciosos cisnes tombam nesta terra
E voce pode fazer isso durar, eternamente
Voce pode fazer isso durar, eternamente
E por um instante eu fiquei inconsciente
Envolvido pelos prazeres do mundo
Eu viajei daqui para lá e de volta novamente
Mas nos mesmos velhos lugares eu ainda encontro meus amigos
Mistérios ainda não prontos para serem revelados
Simpatias eu estou pronto para recompensar
Eu me esforçarei, o amor pode durar para sempre
Graciosos cisnes tombam nesta terra
O amanhã é apenas uma desculpa
E voce pode fazer isso durar, eternamente
Voce pode fazer isso durar, eternamente

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Caseira

Fim de semana, como te quero!

Ah, como é bom chegar na sexta feira, e lembrar que só há mais um dia de trabalho pela frente: sábado, das 8h ás 16h.

E eu tenho uma listinha de filmes que pretendo alugar ;D
Dentre eles está:

Pequena Miss Sunshine, Dogville
Onde os Fracos Não Tem Vez, O Homem Elefante, Os Pássaros,
O Violino Vermelho, Trainspotting - Sem Limites, Tempos Modernos,
O Sétimo Selo, Cinema Paradiso, Crepúsculo dos Deuses, 21 Gramas,
E o Vento Levou, Labirinto do Fauno, Laranja Mecânica, 12 Homens e Uma Sentença,
Dia de Treinamento, A Tortura do Silencio, Amores Brutos, Pacto de Sangue,
2001: Uma Odisséia no Espaço, O que é isso companheiro?, O Piano, Ben-Hur,
Por Quem os Sinos Dobram, Luzes da Cidade, Traídos Pelo Desejo, Cidade Baixa,
Aconteceu Naquela Noite, Tomates Verdes Fritos, Melhor é Impossível, Mar Adentro, Persona: Quando Duas Mulheres Pecam, Frida, Um Corpo que Cai, Filadélfia,
Assassinos Por Natureza, Anatomia de Um Crime, Pulp Fiction, Sindicato de Ladrões,
Pecados Íntimos, Abril Despedaçado, Cantando na Chuva, Um Estranho no Ninho,
A Cor Púrpura, Réquiem Para Um Sonho, Psicose, Uma Rua Chamada Pecado,
Do Mundo Nada se Leva, Cães de Aluguel, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain,
Taxi Driver, As Horas, O Lenhador, A Liberdade é Azul, A Igualdade é Branca,
A Fraternidade é Vermelha, O Sol é para Todos, Meninos Não Choram,
Gênio Indomável, A Primeira Noite de um Homem, Platoon, Apocalypse Now,
Um Dia de Cão, Veludo Azul, Casablanca, Os Sonhadores, Magnólia,
A Insustentável Leveza do Ser, Casa de Areia e Névoa, O Iluminado, Clube da Luta,
A Mulher faz o Homem, Festim Diabólico, O Cheiro do Ralo...


Difícil escolher alguns pra esse fim de semana...mas tudo bem
;)


Beijoss!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

R.E.D

Relembro em meus sonhos
Estações e canções erradas:
Distúrbios em mente fechada.

Revivo em meus pensamentos
Encontros e sortes programadas:
Devaneios em noite roubada.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Ana Ama Ar


E eu fico sentada, vendo a vida escoar.
Meio sem chão, sem fé, sem lar.
Minha vida é como uma novela mexicana.
Ilude, e quem ve, se engana.

Sentada esperando a peça terminar.
Sem risos, sem som, sem par.
Minha vida é como uma gincana.
Um esconde-esconde sacana.

Parada, esperando o encanto quebrar.
Sem amor, sem coração, sem ar.
Minha vida é como um diagrama.
Um esboço repleto de drama.


sábado, 2 de fevereiro de 2008



Cherry Bomb (tradução) - The Runaways

Não consigo ficar em casa, não consigo ficar na escola
Todos dizem que sou apenas uma tola
Na rua, sou uma garota normal
Sou a garota por quem você tem esperado

Alô papai, alô mamãe
Sou uma cherry bomb
Alô mundo, sou uma garota selvagem
Sou uma cherry bomb

Tenho uma coisa para nós fazermos
Vamos lá, baby, deixe aproximar-me de você
Acordados a noite toda, foi vermelho ou azul?
Levante-se agora, porque você não tem nada a perder

Alô papai, alô mamãe
Sou uma cherry bomb
Alô mundo, sou uma garota selvagem
Sou uma cherry bomb

Ei, garoto, o que está na moda?
Seus sonhos impossíveis não farão você sorrir
Darei algo pra você procurar
Sou a garota que você tem esperado

Alô papai, alô mamãe
Sou uma cherry bomb
Alô mundo, sou uma garota selvagem
Sou uma cherry bomb
Alô papai, alô mamãe
Sou uma cherry bomb
Alô mundo, sou uma garota selvagem
Sou uma cherry bomb
Alô papai, alô mamãe
Cherry bomb, cherry bomb
Alô mundo, sou sua garota selvagem
Cherry bomb Cherry bomb Cherry bomb Cherry bomb Cherry
bomb

*Cherry bomb = bombinha redonda, vermelha, que quando
explode faz bastante barulho

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Emotion Sickness

Ontem mesmo me senti doente.
(até postei algo relacionado a doença)

Super estranho...aparentemente doente eu não estava, mas algo me dizia: hey, ela esta chegando.
E ela incrivelmente, chegou.
Doença.

Senti uma imensa necessidade de escrever. Algo que não posso controlar, uma força maior que eu.
E agora, digitando isso, por incrivel que pareça não estou pensando muito para escrever.
Na verdade, não estou pensando nada.
Não estou tentando ser racional, apenas estou deixando fluir.
Meus dedos possuem vida própria, e enquanto estou digitando, minha mente repete em voz alta tudo aquilo que está sendo escrito.
Apenas estou acompanhando, nada está sendo direcionado.
Pode parecer esquisito, sim, pode soar algo muito incompreensível, mais não me importo.
Não me importo com o pensamento que irá ocupar a mente das pessoas que irão ler isso depois, eu definitivamente não me importo.
Afinal, estou escrevendo isso para mim mesma, como na maioria do tempo.

Escrevo para mim.
Leio para mim.
Canto para mim.
Danço comigo mesma.
Choro por mim mesma.
Cozinho apenas para mim.

Hoje senti a necessidade de expor minha maluquice aqui (quer queiram chamar assim), mas estou meio angustiada.
Algo me diz (e não são vozes) que alguma coisa importante vai acontecer. Algo inesperado. Algo...( infelizmente parei para raciocinar pela primeira vez, quando voltar, aviso)(depois de um minuto voltei)...Algo que irá modificar meu modo de pensar a respeito de algumas coisas. O que está por vir eu não sei. Não faço idéia da materialização ou espiritualidade da coisa, mas sinto um sopro gelado na barriga.

O que será tudo isso? Essas sensações são (a)normais? São (in)decifráveis? São (ir)reais?
A unica coisa que sei, é que essa situação me intriga.
Realmente devo estar doente.
Devem ser os filmes que assisti hoje ("Seven" e "Premonições"), ou então o arroz-de-margarina que fiz no almoço (tinha acabado o óleo), ou as malditas dores no corpo e na cabeça, ou até então, a dose de Calmapax que ingeri há pouco tempo (é, sem prescrição médica).
Pode ser esse tempo maluco, essa chuvinha insistente.
Pode até ser algo mais complexo como a tristeza, o sofrimento, a solidão.

Estranho...(repeteco) mas é como se eu realmente fosse contrair uma doença. Pensei que estivesse imune a elas (ilusão).
Depois do vírus da insonia ( que por ora foi curado), cheguei a acreditar que nada mais pudesse ser possível.


Oh! Engano meu!


O que será que está guardado para mim, do outro lado daquela porta?
Será que tem algo me esperando além das montanhas e do campo verde?
Será que tem alguém sentado debaixo de uma árvore á minha espera?
Será (a chanse é remota, mas...), será que uma surpresa boa?

Bom, nada mais me resta além de esperar.
Paciencia, paciencia...algo que não tenho.
Mas que vou ser obrigada a adiquirir.
Por bem, ou por mal.

Mas, mesmo assim...não vou deixar isso de lado. Não colocarei essa história em uma caixa de sapatos debaixo da minha cama. Não. Isso ficará á mostra. Acompanharei tudo, nos mínimos detalhes. Não pararei até encontrar a solução.

Alias, antes da solução...preciso encontrar a questão.

[?]

(Fui procurar a questão...volto quando encontrá-la)

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lemonheads - Hospital

Lemonheads - Hospital


uma doença,
Rondando o hospital,
Folhas verdes, verdes,
Caindo das árvores.

Você tem que correr,
Você tem que voltar a página,
Você tem que ficar acordado até tarde,
Você tem que ficar na cama.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ponta-cabeça






E é quando tudo está parado.
Quando tudo parece não ter mais chão.
O mundo corre pelos trilhos a fora.
O mundo escorre pelas suas mãos.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

E o escrever, torna-se prazer.

Eis uma verdade: Escrever é uma terapia.

Para escrever, creio que é necessário gostar de ler.
A leitura modifica as pessoas, e por sua vez, a escrita também.
Há quem diga que ler é tedioso, chato, mas tenho uma idéia do porque de algumas pessoas pensarem assim: Para gostar de ler, é preciso primeiramente procurar algo adequado. Não adianta iniciar com a leitura, por exemplo, de um livro de psicanálise, sendo que voce não faz nem idéia do que se trata. As pessoas, no geral, não procuram um livro relacionado a algo que lhes interessem.
Nunca é tarde para gostar de ler, não importa se voce é uma criança de 9 ou de 90 anos, a leitura é agradável quando o leitor viaja junto com o autor.

Depois de tornar-se leitor, há poucos passos para tornar-se escritor.
Voce pode começar escrevendo sobre a sua rotina, algo que aconteceu com voce ou com algum conhecido, colocar no papel idéias, sejam elas quais for, escrever o que voce esta sentindo ou pensando no momento.
Relate experiencias, arquive sonhos e exponha tudo o que habita a sua mente. Límpe-a.
Seus sentidos ficarão aguçados. O tempo transcorrerá de outra forma. A vida irá adquirir mais cores, as frutas terão novos sabores, as melodias soarão diferentes, os cheiros serão mais doces e todas as coisas estarão ao seu alcançe.
E quando menos esperar, a escrita já estará fazendo parte da sua vida.

E o escrever, torna-se prazer.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


Domingo+Tais+Tamires+Tomie+Japa+
Campeonatinho de Guitar Hero III + pipoca+
bagunça+videos engraçados+war +churrasco=

DIA INESQUECÍVEL!

Esse dia realmente vai ficar pra história!
hahahaha


Ps: no vídeo, eu (preto) ataco a tomie (branco),
caímos no chão, a tais (vermelho) fala da cueca,
eu puxo a cueca da to, e morrendo de vontade
de fazer xixi, porque a to apertou a minha barriga,
saio engatinhando estrategicamente pela lateral
rumo ao banheiro, eis que a japa (video) me filma.
¬¬

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


Meu eu.
Hoje, explode.

É um buraco no peito.
Uma bolha no pé.
Um calombo na barriga.
Um nó no cabelo.

É uma falha no cabelo.
Uma cicatriz na barriga.
Um corte no pé.
Uma dor no peito.

Seu eu.
Agora, explode.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pieces of you...

Ando sentindo-me sem nada...
Ando achando-me sem graça...
Sem chão, nem estrada...
A dor entra, a alegria passa...
Pensando na vida...
Enganando a preguiça...
Se ainda há uma saída...
Tornando-me submissa...
_____________________

Ando sentindo-me sem nada...
Sem chão, nem estrada...
Pensando na vida...
Se ainda há uma saída...
Ando achando-me sem graça...
A dor entra, a alegria passa...
Enganando a preguiça...
Tornando-me submissa...
_____________________

Ando sentindo-me sem nada...
Enganando a preguiça...
Sem chão, nem estrada...
Tornando-me submissa...
Ando achando-me sem graça...
Pensando na vida...
A dor entra, a alegria passa...
Se ainda há uma saída...
_____________________

Ando sentindo-me sem nada...
A dor entra, a alegria passa...
Ando achando-me sem graça...
Sem chão, nem estrada...
Pensando na vida...
Tornando-me submissa...
Enganando a preguiça...
Se ainda há uma saída...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Pra morrer de rir!

"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render
à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.

Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia
amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer,
porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que
por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria
pornô-ginecoló gica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra
fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque
sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar
chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei,
Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que
nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria
realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um
lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia
gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já
senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que
chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.
Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma
mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma
panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue
mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi
que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas
fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas
laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
..é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma
fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão,
esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco
senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela
fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp
átula melada de um líquido viscoso e quente (via pela
fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?

Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos
e depois joga cada perna pra um lado.

- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira
camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso,
quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo
tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na
maca. Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até
procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a
possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando
me concentrar em minha expressão, para fingir que era
tudo supernatural.

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou
roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que
doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha".
Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter
clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha
vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas
recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma
grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas
recomendam a
todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ?
Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado
invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na
Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de
perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria
balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto
dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me
leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra
quando
entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos,
tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo
nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça
filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já
dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo
para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de
ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da
outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via.
Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê.
Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem
minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na
cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando
nela acordando à noite com um pesadelo. O marido
perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a
realidade. Senti o aconchego falso da cera quente
besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais
medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela
deve ver mil cus por
dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela
lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio
o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?
Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a
cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num
puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali.
Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a
história
mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e
segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca
da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos.
Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia
sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só
mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de
futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a
calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no
peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total
redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria
baixar a calcinha? E
essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar...namorar. .. eu estava com sede de vingança.
Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas
doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas.
Queria virar feminista, morrer peluda, protestar
contra isso.
Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação Queria comprar o domínio www.preserveasvaginaspeludas.com.br

Filha da puta foi a mulher que inventou a "cavadinha".

(autor anonimo)

Boiando em Pensamentos

segunda-feira, 2 de julho de 2007